Notícia e Comentários

31/08/2018 RAMALHO LEITE ESCREVE: PARTIU A ULTIMA DATILOGRAFA

Quando cheguei à Assembleia Legislativa do Estado, como servidor, já encontrei Lourdinha Luna e a sua fama de melhor datilógrafa do quadro legislativo. Redatora de anais, redatora de debates ou simplesmente, eximia datilógrafa, sua requisição era indispensável aos que desejavam apresentar um trabalho bem elaborado nos tipos de uma Remington ou de uma Olivetti - manuais, pois a máquina elétrica foi um avanço alcançado mais diante. Na posse de um novo presidente, se a solenidade exigia um discurs


02/03/2018 RAMALHO LEITE ESCREVE: UMA VISÃO DO PASSAO(3)

O político potiguar Joaquim Ignácio, já identificado no primeiro texto desta série, depois de se demorar na Capital da Parahyba tomou o trem e partiu para o interior do nosso estado. “Tibiry, Santa Rita, Engenho Central, Reis, Espirito Santo, Sapé, Cobé, Entroncamento”, enumera as paradas, mas engoliu Mari. Essa sequência de estações volta à minha memória pois, por muitos anos, fiz o mesmo percurso até que desativaram a nossa linha férrea. Em Mulungu, a estrada se bifurcava para atingir Alagoa G


02/02/2018 RAMALHO LEITE ESCREVE: UMA VISÃO DO PASSAO(2)

Continua a caminhada de Joaquim Ignácio pelas ruas da nossa Capital nos idos de 1924. Seu melhor passeio foi na companhia de João Suassuna, já eleito para o período que sucederia ao presidente Solon de Lucena; Walfredo Guedes Pereira, o prefeito e, José de Almeida, como ele tratava seu colega de turma José Américo. Antes, o político e escritor norteriograndense já estivera no Colégio das Neves, na Igreja São Pedro Gonçalves e no Convento de São Francisco. Encantado com o nosso parque barroco, mo


02/02/2018 RAMALHO LEITE ESCREVE:UMA VISÃO DO PASSADO

Assinando apenas como Joaquim Ignácio, um jornalista potiguar incursionou pela Parahyba no ano de 1924 e transformou em livro a notícia do que ele viu nas cidades por onde passou. Primeiro fui em busca do turista escrevinhador. Só podia ser uma figura importante do vizinho estado, uma vez que transcreve conversas com José Américo, a quem


10/11/2017 RUA DO SILO, BORBOREMA,PB

Quando eu era uma criança pequena lá em Borborema, subi algumas vezes pela escada de ferro que dava acesso ao teto, em forma de cone, de um silo existente no final da rua que tinha início na margem da linha do trem, antes chamada de Avenida Amazonas e hoje, Barôncio de Lucena. A partir dali, se iniciava a Rua do Silo. Um pequeno caminho, ligava o terreiro do silo ao horto dos eucaliptos que oferecia encanto e perfume aos arredores da igreja de Nossa Senhora do Carmo. Nunca procurei saber a orige


15/09/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: O QUE NÃO CONSTA NO RELÓGIO DE ALUIZIO

Ainda estudante de direito, Aluízio Afonso Campos pretendia ingressar na política no vizinho estado do sul. A reação familiar e campinense, tornou-o candidato à Assembleia Constituinte Estadual de 1934, abraçando o Partido Progressista da Paraíba, onde José Américo de Almeida pretendia acolher perrepistas e liberais interessados em pacificar o Estado após a revolução de 30. Foi sua primeira investida na política partidária e durou até o Estado Novo dissolver o Poder Legislativo. Em 1950, candida


24/08/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: TERRA À VISTA

Quando Cabral aportou nas costas da Bahia e, das naus de sua esquadra avistou-se um monte alto a que se denominou Monte Pascoal, começou a nascer um país que, quinhentos anos depois, ainda refletiria a semente plantada naquela terça-feira, 21 de abril. Não me acanho de repetir o lugar comum de que, a qualidade da gente trazida para ficar e se misturar com os índios não germinaria bons frutos. Pero Vaz de Caminha mandaria dizer a dom Manuel, o Venturoso, que o Capitão “mandou com eles (os índios)


18/08/2017 UM PARAIBANO DE CAICÓ; RAMALHO LEITE ESCREVE

O menino nasceu em Caicó, no vizinho estado do Rio Grande do Norte, pelos idos de 1923, em um dia 13, desafiando a data aziaga. Antes dele, morreram dois irmãos com o mesmo nome. Ele escapou depois de ultrapassar o primeiro ano de vida, sendo o quinto, de uma prole de nove nascidos da união de Francisquinho com Besinha, apelido de Isabel. O pai poderia ser encontrado com o sobrenome de Saldanha ou Sapateiro. Era um liberal, febre que costumava atingir os trabalhadores autônomos. Esse Saldanha ti


21/07/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: A FESTA DA PADROEIRA

Falei antes na Festa da Padroeira de Borborema. Merece um capítulo. A comunidade católica de Borborema tem a proteção de Nossa Senhora do Carmo, sua padroeira. A igreja, situada no ponto mais alto da cidade, foi aos poucos melhorada. Não se tem precisão da data de sua construção. A sua única torre eu me lembro quando surgiu. Há fotografias da cidade, onde aparece o trem da Great Western parado para abastecer com água a Maria Fumaça, com o local da igreja ocupado, apenas, pela mata de eucaliptos.


14/07/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: AS COROAS DE DOM PEDRO

É da autoria de Sergio Corrêa da Costa e tem o prefácio de Osvaldo Aranha, ambos diplomatas, o livro “As Quatro Coroas de D.Pedro I”. A nossa história proclama que D.Pedro de Alcântara, da Casa de Bragança, foi deixado pelo pai, D.João VI, tomando conta da Colônia desde a data em que regressou a Portugal. Quando declarou o Brasil independente, D. Pedro foi ungido Imperador e ostentou sua primeira coroa. Nesse mesmo ano de 1822, a Grécia teria lhe oferecido o cetro e a oportunidade de governar aq


16/06/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: NOSSO PRIMEIRO GOVERNADOR

A notícia da deposição da Família Real chegou à Parahyba por telegrama. A República estava nascendo, mas por aqui, não havia um republicano para recebê-la. O paraibano Albino Meira, professor da Faculdade de Direito do Recife e único defensor da República entre nós, foi candidato à Assembleia Geral do Império e obteve míseros vinte e quatro votos. Confirmado o golpe militar comandado por Deodoro da Fonseca, assumiria a chefia do executivo o tenente-coronel Honorato Caldas que por doze dias tumul


09/06/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: DE MESTRE ESCOLA A PRESIDENTE (3)

Sobre o que marcou o governo de Solon de Lucena, no interior, já fiz menções ligeiras. Na Capital, além do início das obras de saneamento, seu governo é lembrado pela ação da prefeitura, através do prefeito Walfredo Guedes Pereira, mesmo quando as verbas eram estaduais. É desse tempo a Praça Vidal de Negreiros e a atual avenida Guedes Pereira. O Parque Arruda Câmara (Bica), a praça da Independência e a avenida Maximiano de Figueiredo que abriu caminho para uma nova cidade, em direção ao mar. A


22/05/2017 COMO SE FAZIA UM SENADOR:ESCREVE RAMALHO LEITE

Tudo remonta a Roma, inclusive o Senado. O nome vem do latim. Sen,senex,senior que, etimologicamente, significa velho, idoso. Entendia-se, então, que os mais idosos seriam os mais sábios. Aqui se entendeu que eles deveriam ser os “mais sabidos”. Da mesma origem, vem a palavra senilidade. Na sua verve, Dorgival Terceiro Neto costumava dizer que, para ser senador era preciso já ter feito três operações: cataratas, próstata e hemorróidas. Os tempos mudaram e o Senado já aceita até não operados de


22/05/2017 A ESCOLA NO TEMPO DO IMPÉRIO: ESCREVE RAMALHO LEITE

A valorização da instrução pública era uma das prioridades do Império. Os governantes que passaram pela direção da província da Parahyba do Norte deixaram registrada essa preocupação primeira. Quando Pedro II visitou esta província, no Natal de 1859, nas cidades onde esteve, preocupou-se em conhecer as condições das escolas existentes. Seu exemplo foi seguido pelo gaúcho Silva Nunes, primeiro presidente a percorrer o nosso interior que, recebido nas câmaras municipais, inspecionava as escolas ma


31/03/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: O FUNDADOR DA REPÚBLICA

Há quem diga que a República, entre nós, nunca foi proclamada como nos contaram na escola primária. O marechal Deodoro da Fonseca, tido e havido como comandante do golpe militar que derrubou Pedro II, teria, apenas, diante do fato consumado e anunciado pelo jornal de José do Patrocínio, aceito as circunstancias e assinado o decreto que instituiu o Governo Provisório da república federativa dos estados unidos do Brasil. Um paraibano assinou o decreto Numero Um, logo após a assinatura de Deodoro:



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